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  • 29 de mai.
  • 12 min de leitura


Por que o discurso da misoginia é tão 

presente nas sociedades capitalistas?


Andrea Alencar1


RESUMO: Este texto que surge de uma discussão em um podcast, se propõe a argumentar sobre o papel do discurso misógino na manutençao das estruturas machistas e capitalistas. O texto defende, a partir da visão de Realismo Capitalista de Mark Fisher (2020), que o patriarcado como sistema também se coloca nessa ideia de que não existe outro mundo possível, para além dessas ideologias. A discussão transita pela argumentação de autores e autoras como Federici, hooks, Foucault, Safatle e outros, buscando confirmar a necessidade de novas possibilidades imaginais para a construção de um mundo mais igualitário para todos.


“[...]; a menina não inveja o falo

a não ser como símbolo

dos privilégios concedidos

aos meninos”

(BEAUVOIR, 2020, p. 72)


A proposta deste texto surge do convite da Oca junguiana2 para participação no podcast3 Como funciona uma sociedade paranoica? Do dia 24 de maio de 2026, sobre a questão que dá título a esta escrita. Ao aceitar o convite, para esse debate, compartilho a compreensão da importância deste tema, que considero fundamental na contemporaneidade. Compreendo essa importância, especialmente, devido ao crescimento indiscriminado dos discursos de ódio direcionado às mulheres e a tudo que se relaciona com aquilo que, simbolicamente, foi ligado ao feminino. E é claro que, para elaborar a discussão, o tema não poderia distanciar-se de uma análise da influência do patriarcado e do capitalismo na reprodução do machismo e da misoginia.


O patriarcado, assim como o capitalismo, não são sistemas apenas de opressão explícita, são sistemas de estrutura de sentimentos e um horizonte simbólico. Mark Fisher (2020, p. 10), afirma que existe um “sentimento disseminado de que o capitalismo é o único sistema político e econômico viável, sendo impossível imaginar uma alternativa a ele.” e eu complemento que o patriarcado também. Ou seja, constituiu-se a ideia de que não existe possibilidade de imaginarmos um mundo não patriarcal e não capitalista.


Por exemplo: Seria este mundo apenas uma transição de poder, ou seja, uma necessidade de sair do patriarcado para o matriarcado? Como seria o mundo não patriarcal, seria o mundo de carga excessiva de trabalho para as mulheres? Seria um mundo de submissão dos homens? Portanto, penso que a vinculação do capitalismo e do patriarcado, hoje, caminham juntas, inclusive suponho que o patriarcado encontrou no capitalismo o seu sistema ideal. E, como caminham juntos, para que existam e se consolidem, se valem da misoginia. É necessário o ódio a esse Outro que se apresenta como ameaça ao estabelecido, consolidado e que, de acordo com a venda ideológica, é o estabelecido que vem dando certo. Penso aqui a outridade definida por BEAUVOIR (2019, p. 31), quando ela afirma que para o homem o termo “fêmea” se faz pejorativo, enquanto o termo “macho” é motivo para orgulho.

Para dar início a uma discussão, faz-se relevante pensar sobre os conceitos, o que é misoginia? De acordo com a IA do google,


“é o ódio, desprezo, aversão ou preconceito

enraizado contra mulheres e meninas, manifestado por meio de comportamentos, falas e violências. Diferente do machismo (que é uma estrutura ideológica de superioridade), a misoginia é a ação hostil que pune mulheres por não seguirem normas de submissão, frequentemente objetificando-as ou rejeitando sua autonomia (acesso 05 de maio de 2026, Google gemini)

 

 

Bom, a IA difere machismo de misoginia, confesso que não consigo fazer isso totalmente, porque considero que essas estruturas, patriarcado, capitalismo, machismo e misoginia estão entrelaçadas, são co-dependentes e por isso o discurso misógino está tão presente nas sociedadescapitalistas. É claro que, por outro lado, 

não afirmo ser o patriarcado apenas um problema ou uma veia do capitalismo, pois vem de muito antes, entendo que o capitalismo é uma veia do patriarcado. Contudo, quando pensamos em misoginia, as estruturas capitalistas ampliam a necessidade desse discurso, já que se estabelecem a partir da subalternização de outros seres, especialmente das mulheres.


Michel Foucault (1996) já nos alertava que o discurso não é apenas a tradução de lutas ou sistemas de dominação, mas é aquilo pelo que se luta, o poder do qual nos 

queremos apoderar. Aplicada à misoginia, essa perspectiva revela que o ódio às mulheres não é uma mera opinião pessoal, mas um elemento constitutivo de uma ordem do discurso que visa controlar e interditar a fala de mulheres. Assim como na análise da perseguição às bruxas na Idade Média, a produção de um discurso que inferioriza e demoniza o feminino projeta no imaginário social uma violência simbólica que se naturaliza e se reproduz nas práticas sociais cotidianas. Foucault nos permite ver a misoginia como um dispositivo de poder que age nos processos de subjetivização, definindo lugares sociais e corpos dóceis.


O patriarcado hegemônico, especialmente em sua forma capitalista neoliberal contemporânea, precisa fortalecer a ideia da não possibilidade de uma humanidade pós-patriarcal, onde categorias como masculino e feminino não determinariam estruturas de poder, trabalho e afeto. Portanto, nesse contexto, a misoginia cai como uma luva estruturando a ideia fundante de que uma sociedade igualitária não é possível, pois as mulheres são o inimigo, o Outro e devem ocupar o lugar de outridade a elas 

determinado. Essa ideia é reforçada pela divulgação da crença de que a dominação masculina é uma fatalidade natural ou antropológica. E, sobretudo, divina. Afinal, Deus é homem.


Vejamos o atual momento de aumento de feminicídios e agressões contra mulheres, fundados em discursos redpill, é quase um alerta de que as mulheres devem voltar aos  seus lugares ou o mundo se estabelecerá perigoso para elas. Como deixar nossas meninas saírem de casa e serem expostas a homens violentos, a estupros coletivos, agressões e morte? Fiquem em casa meninas, se arrumem, fiquem belas, sejam escolhidas e um belo homem, um príncipe as escolherá e protegerá.


Reafirmo, portanto, que capitalismo, patriarcado e misoginia não são sistemas separados, não são conceitos que se excluem, são interligados. Teóricas como Silvia Federici (2017) e Nancy Fraser (2020) mostram que esse entrelaçamento opera por meio da “acumulação primitiva permanente”: um processo contínuo de expropriação dos corpos femininos, do trabalho reprodutivo e dos bens comuns. Fraser (2020), por exemplo, argumenta que o capitalismo depende de esferas “não econômicas” que ele  simultaneamente explora e desestabiliza, entre elas o trabalho reprodutivo, a natureza e o poder político. Essa dinâmica, ao naturalizar a competição, o individualismo e a financeirização de todas as esferas da vida, tal como analisado pelo conceito de “realismo capitalista” de FISHER (2020), acaba por reforçar estruturas patriarcais e, consequentemente, a misoginia.


A exemplificação e analogia mais fácil de ser identificada é a do trabalho de cuidado não remunerado, é preciso manter as mulheres como as principais responsáveis pelo trabalho doméstico e de cuidado, pois se torna um grande prejuízo para o sistema, quando mulheres se recusam a exercer gratuitamente este trabalho. Ninguém impede vocês de trabalhar, mas cuidem das suas casas, sejam boas mães, cuidem dos seus pais e marido e, principalmente, não ambicionem cargos de poder e não sejam independentes financeiramente. Afinal, “mulheres precisam ganhar menos, porque engravidam.”4 Importante lembrar que esta frase, de acordo com a conceituação da IA, seria uma frase machista e não misógina. Contudo, como separar, neste caso, machismo de misoginia?


Essa fala feriu quantas mulheres que dentro da sua maternidade, também desejavam a realização em outras carreiras profissionais? Essa fala nos atingiu psíquica e fisicamente, atingiu diretamente o nosso corpo e a nossa competência de ter direito a ser mais do que mães, de termos direito a escolha. E vejam, ganhar menos, pois o trabalho do cuidado materno, não deve ser remunerado. Por isso não separo, como a IA, discurso misógino de discurso machista.


Federici (2017) nos apresentou a lógica do trabalho reprodutivo das mulheres que foi gratuitamente expropriado e redefinido como amor ou dever natural. Isso cria uma subvenção massiva para o capital: o trabalhador chega descansado, alimentado e emocionalmente regulado ao trabalho e o capital não paga por isso. Portanto, a violência 

contra as mulheres (caça às bruxas, controle reprodutivo) é central para impor essa ordem e, se essas mulheres não aceitam mais o seu lugar de Outro, o discurso misógino ganha força.


Quando as mulheres começam a questionar esse estabelecido, a violência doméstica e o feminicídio passam a ser o fundamento do patriarcado neoliberal capitalista. O 

discurso misógino ganha força e é inclusive patrocinado, como é possível ver hoje nas 

redes sociais. Isso também se revela na violência institucional, o que se coloca é: fiquem quietas, aceitem o lugar de subserviência, já que o Estado não intervém e continua tratando a violência de gênero como problema privado e as falas misóginas como liberdade de expressão.


É importante também falarmos sobre o cavalo de Troia, quando discursos ditos progressistas ou feministas vendem a ideia da mulher forte, “não ensinem suas filhas a dançar balé, ensine a lutar”, ou quando demonizamos outros corpos femininos por estarem muito magros. O que está embutido nesta fala e atitude é, sejam fortes como homens, o que atende a lógica patriarcal da força bruta. Ao pensar em sair da 

lógica que nos oprime, caímos fundo nela. Portanto, o ideal seria que pudéssemos ter o direito de dançar balé, ter corpos aparentemente fracos e de não querer fazer nenhuma luta ou atender a uma lógica de que ser forte é estar pronta para a agressão física. Porque, se olharmos para a história, as mulheres realmente fortes que contribuíram para mudar o mundo, se opuseram a esta lógica.


Trago aqui o exemplo de Nise da Silveira, não agrediu fisicamente ninguém, certamente não era uma adepta das lutas físicas, mas usou seu corpo (que pode ser considerado frágil pela lógica patriarcal) e sua mente para enfrentar homens poderosos e mudar a perspectiva sobre os tratamentos de doenças mentais, no Brasil. Dentre tantas outras mulheres como Marie Curie (ciência), Frida Kahlo (arte), Rosa Parks (direitos civis), Simone de Beauvoir (feminismo), Chiquinha Gonzaga (1847-1935): Compositora, foi a 

primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, Carolina Maria de Jesus (1914-1977): 

Escritora e ativista social, cuja obra relatou a vida na favela, Maria da Penha (1945-presente): Biofarmacêutica que lutou para condenar seu agressor e se tornou símbolo da luta contra a violência doméstica, destacaram-se por sua coragem e legado

duradouro na história mundial e não aderiram à lógica da violência. Lembrem-se, não estou dizendo que meninas não podem fazer qualquer tipo de esporte ou lutas, o que estou afirmando é que a lógica não pode ser a da agressão, faço luta para agredir, para revidar e não porque desejo.


Romantizou-se, portanto, essa ideia da mulher guerreira que carrega os filhos com ela, que sustenta a casa, que dá conta de tudo, da casa, dos filhos, do marido, dos pais 

envelhecidos e muitas vezes também dos sogros, do trabalho e, especialmente, precisam se manter belas, afinal essas são suas responsabilidades, afinal homens não trabalham de graça, só mulheres. E acrescentou-se a isso que mulheres precisam ser também agressoras, que necessitam treinar para serem como homens, pois só assim conseguirão se defender de agressores. Essa mulher se torna a bem-sucedida, é a mulher que vence dentro das regras do jogo, inclusive explorando outras mulheres, sendo dura, performando a ideologia patriarcal.


Por outro lado, o discurso misógino reforça a ideia de consumo, mantenham-se belas, frágeis, dependentes, consumam, consumam, consumam, se submetam a homens que pagam o seu consumo. Aceitamos cinicamente que o teto de vidro existe, mas 

continuamos a nos esforçar mais, fazer horas extras de cuidado, nos adequar esteticamente, como se não houvesse escolha real. Para exemplificar, trago o filme A Meia-Irmã Feia (BLICHFELDT, 2025) que evidencia como o corpo feminino é transformado em objeto de disciplinamento e autossacrifício, tornando visível o que 

Federici (2017) descreve como a apropriação histórica dos corpos das mulheres. Ao internalizar a exigência de adequação a um ideal de beleza, a protagonista encarna aquilo que Wolf (1992) denomina “mito da beleza” e que Butler (2024) compreende como efeito coercitivo das normas de gênero.


Portanto, quando trago aqui o conceito de realismo capitalista de FISHER (2020), o que proponho é que possamos ver o patriarcado como o pai ou uma camada do realismo capitalista e a misoginia o seu discurso. O realismo aqui é a naturalização da hierarquia de gênero. A frase mágica do realismo capitalista é "Não há alternativa (TINA)". A frase correlata no realismo patriarcal seria "Sempre foi assim", "É da natureza humana" ou "Os homens também sofrem", deslocando a crítica estrutural para uma equivalência falsa.

O discurso misógino, nesse sentido, é a expressão de uma cultura que perdeu o contato com a totalidade psíquica, transformando a sombra (os aspectos rejeitados de si mesmo) em um monstro externo a ser combatido no corpo do outro. Se o capitalismo exige um sujeito racional, calculista e autossuficiente, ele necessariamente precisa recusar e odiar tudo o que lembra a interdependência, a emoção e a vulnerabilidade, 

elementos simbolicamente ligados ao feminino.


A misoginia, portanto, não é um acidente de percurso, mas um instrumento de manutenção de um estado de consciência unilateral que serve aos interesses da acumulação, pois impede a emergência de valores que poderiam subverter a lógica da exploração. Combater a misoginia é também combater a pobreza material, simbólica e afetiva que o capitalismo impõe à existência humana. Ou seja, capitalismo e patriarcado representam, neste momento, o monismo psicológico, torna-se inviável pensar em saídas, em pensar e imaginar novas possibilidades de convivência humana.


Safatle (acesso 14/05/2026) sugere que o capitalismo gera os afetos não pela repressão direta, mas pela canalização do mal-estar. O discurso misógino funciona, 

então, como uma válvula de escape para a violência estrutural gerada pela competição e pela precarização. Em vez de questionar as relações de produção ou a lógica do lucro, 

o ódio é direcionado a um alvo específico, criando um inimigo comum que unifica comunidades imaginárias (como as redes de incel ou grupos de extrema-direita). O ódio às mulheres torna-se um sintoma social que desvia a atenção das verdadeiras fontes de exploração, oferecendo uma explicação simplista para a frustração e o desamparo.


É aqui que se faz necessário também apontar para a análise de bell hooks (2025), pois enriquece e complexifica o debate. A pensadora feminista negra nos obriga a olhar para a misoginia não como uma estrutura homogênea, mas como uma operação que se 

intersecta com o racismo e a exploração de classe. HOOKS (2025) argumenta que o capitalismo, o sexismo e o racismo não operam de forma isolada, mas como sistemas que se retroalimentam para manipular e oprimir. No capitalismo, o discurso misógino adquire contornos específicos ao atingir mulheres de formas diferentes: a 

hipersexualização da mulher negra, por exemplo, é uma herança direta da escravização que servia para justificar a exploração sexual e econômica. Assim, a misoginia capitalista é funcional, porque segmenta a opressão: enquanto a mulher branca de classe média pode ser confinada ao espaço doméstico como "rainha do lar" (um ideal de consumo), a mulher negra e pobre é empurrada para a submissão e para a base da pirâmide exploratória.


Conclusão


Assim, retomando a pergunta inicial, por que o discurso da misoginia é tão presente nas sociedades capitalistas? Entendo que a resposta não está numa causa única, mas na 

funcionalidade estrutural desse discurso para a manutenção de um mundo que se quer inevitável.


O capitalismo e o patriarcado, como sistemas co-constitutivos, não poderiam sobreviver sem um dispositivo afetivo-discursivo que possa punir exemplarmente aquelas que ameaçam romper o contrato silencioso da subalternização. A misoginia é esse dispositivo. Ela não é um excesso ou um desvio moral localizado, é, antes, a voz de um realismo duplo: no Realismo Capitalista de FISHER (2020), não existe a 

possibilidade de imaginar o fim do capitalismo, enquanto no Realismo Patriarcal,

não há a possibilidade de humanidade pós-patriarcal. Unidos, eles produzem a crença inercial de que a hierarquia de gênero é tão natural quanto o lucro ou a competição.


Portanto, afirmo que a misoginia contemporânea opera em várias frentes: (1) economicamente, garantindo o trabalho reprodutivo e de cuidado gratuitos e a precarização feminina; (2) simbolicamente, ao construir as mulheres como o "Outro" ameaçador que precisa ser odiado, controlado ou silenciado; (3) afetivamente, canalizando o mal-estar gerado pela própria exploração capitalista para bodes expiatórios de gênero (os discursos redpill, incels e a extrema-direita); e (4) interseccionalmente, como bell hooks nos ensina, atingindo de forma mais brutal mulheres negras e pobres.


O trágico é que mesmo certas respostas feministas, ao incorporarem a lógica da força bruta, da produtividade e do mérito, podem acabar reforçando o horizonte patriarcal-capitalista que pretendem combater. A mulher guerreira que "dá conta de tudo" e 

"luta como homem" ainda performa sob as regras do jogo, quando o que se precisa é mudar o jogo.


Ou seja, se o discurso misógino é tão presente, é porque ele é o guardião armado de um mundo que se recusa a morrer. Mas, ao nomearmos essa articulação perversa, ao 

mostrarmos que misoginia, capitalismo e patriarcado não são destinos, mas construções históricas mantidas pela violência simbólica e física, já estamos, como 

Nise da Silveira, Rosa Parks ou Carolina Maria de Jesus, recusando a lógica do agressor.

Não se trata de aprender a lutar como eles, mas de dançar balé, escrever, cuidar, pensar e recriar o mundo de um modo que a força bruta não seja a única linguagem possível.


Afinal, como FISHER (2020) nos lembrou às avessas: se é mais fácil imaginar o fim do mundo que o fim do capitalismo, talvez o verdadeiro ato de coragem seja insistir em imaginar, contra toda a misoginia, um mundo onde nem o capitalismo e nem o patriarcado sejam mais o único horizonte.



Referências Bibliográficas



BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo: fatos e mitos. Vol. 1, 5 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019

BLICHFELDT, Emilie (Dir.). A Meia-Irmã Feia. Noruega, 2025. Filme.

BORDO, Susan. Unbearable Weight: Feminism, Western Culture, and the Body. Berkeley: University of California Press, 2003.

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. 24. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2024.

FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Tradução do Coletivo Sycorax. São Paulo: Elefante, 2017.

FISHER, Mark. Realismo capitalista – é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim 

do capitalismo? São Paulo: Autonomia literária, 2020.

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Edições Loyola, 1996.

FRASER, Nancy; JAEGGI, Rahel. Capitalismo em debate: uma conversa na teoria crítica. São Paulo: Boitempo, 2020

HOOKS, bell. O feminismo é para todo mundo políticas arrebatadoras. Tradução de Bhuvi Libânio. 7. ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2025.

SAFATLE, Vladimir. Uma forma de vida sem forma. Serrote, São Paulo: Instituto Moreira Salles, n. 26, jul. 2017. Disponível em: https://serrote.ims.com.br/uma-forma-de-vida-sem- forma/. Acesso em: 05 de maio de 2026

SAFATLE, Vladimir. O circuito dos afetos: Corpos políticos, desamparo e o fim do 

indivíduo. São Paulo: Autêntica, 2015.

www.google.com.br acesso em: 05 de maio de 2026

WOLF, Naomi. O mito da beleza: como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1992.


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1 Analista e diretora fundadora do CEJAA – Centro de Estudos Junguianos 

Analistas Associados

2 grupo de analistas que discutem a contemporaneidade da Psicologia Analítica e que 

surgiu como resposta à afirmação equivocada do psicanalista Christian Dunker, de que o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung era nazista

3 Podcast disponível no canal do youTube: @institutodoimaginario

4 Conforme declaração pública de BOLSONARO, Jair (ex-presidente do Brasil e agora condenado por tentativa de golpe), sem data ou local específicos, amplamente divulgada pela mídia nacional.

 
 
 

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