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O mito de Oxumaré: o duplo e a síntese

Por Dirciara Barañano Souza

Resumo

RESUMO: O povo brasileiro é atravessado e influenciado por várias culturas e, entre elas, a forte presença da cultura africana, que integra a história dessa nação. Neste artigo, o objetivo é dialogar com a figura mítica de Oxumaré pelo viés epistemológico da psicologia analítica de Carl Gustav Jung, visto que os deuses são potências psíquicas ou arquetípicas com força extraordinária, sendo modos de ser e funcionar que habitam o inconsciente coletivo, metáforas para núcleos de fantasias da psique. Enquanto relevância, sinaliza-se nos mitos iorubás narrativas que se constituem como referências de metáforas para entendimento da sociedade contemporânea e, consequentemente, de cada indivíduo na sua particularidade. Assim, a configuração arquetípica de Oxumaré liga-se a temas da atualidade, como a corrida desenfreada pela juventude e beleza, que culmina numa cultura do antienvelhecimento, disfarçada pelo nome de harmonização e que contradiz, e pode diluir, pautas ligadas a importância da ancestralidade.
Palavras-chave: Mitologia; Psicologia analítica; Religião; Espiritualidade.

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