- 4 de mai.
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A domesticação da deusa e suas consequências para a psique feminina
A. Rita Amaral[1]
Resumo: O presente artigo analisa a mitologia enquanto expressão simbólica da psique humana, à luz da psicologia analítica, destacando a função dos mitos como manifestações dos arquétipos do inconsciente coletivo. As figuras divinas femininas são compreendidas como representações do arquétipo do feminino, cuja natureza primordial se caracteriza pela ambivalência, integrando simultaneamente dimensões criadoras e destrutivas, protetoras e ameaçadoras. Ao longo da evolução histórica e cultural, observa-se um processo de transformação simbólica dessas figuras, designado aqui como “domesticação da Deusa”, no qual atributos associados ao poder instintivo, à agressividade e ao poder são progressivamente atenuados ou reprimidos, enquanto aspectos ligados à maternidade, à proteção e à ordem social são enfatizados. São analisados casos mitológicos, como a relação entre as deusas Sekhmet e Bastet, bem como a reinterpretação das deusas Ísis e Kali, que evidenciam diferentes formas desse processo de domesticação, seja por transformação iconográfica ou por ressignificação simbólica. Do ponto de vista psíquico, essa domesticação implica a repressão de conteúdos arquetípicos que tendem a deslocar-se para a sombra. A restrição simbólica do feminino é discutida em termos das implicações para a experiência psíquica contemporânea das mulheres, onde a necessidade de reintegração das suas dimensões ambivalentes se faz necessária no processo de individuação.
Palavras-chave: Feminino arquetípico; mitologia; sombra feminina
A mitologia constitui uma das expressões simbólicas mais profundas da psique humana. Para a psicologia analítica desenvolvida por Carl Gustav Jung, os mitos não são apenas narrativas culturais, mas manifestações dos arquétipos do inconsciente coletivo. As figuras divinas presentes nas mitologias expressam padrões psíquicos universais e revelam, de forma simbólica, as dinâmicas fundamentais da experiência humana (JUNG, 2014). Entre essas figuras, as deusas ocupam um lugar central na representação arquetípica do feminino.
Nas tradições mitológicas mais antigas, muitas divindades femininas apresentam uma natureza profundamente ambivalente, reunindo em si aspectos criadores e destrutivos, nutritivos e ameaçadores. Esta ambivalência é característica do arquétipo da Grande Mãe, amplamente explorado por Erich Neumann, que descreve o feminino primordial como uma realidade psíquica que engloba simultaneamente a vida e a morte, a fertilidade e a devastação, a proteção e o perigo (NEUMANN, 2021). Nesta perspectiva, o feminino arquetípico não é reduzido à imagem materna benevolente, mas inclui igualmente dimensões sombrias e poderosas da natureza e da psique.
Contudo, ao longo da evolução histórica e cultural de diversas civilizações, observa-se um processo gradual de transformação simbólica dessas figuras divinas. Muitas deusas originalmente associadas à guerra, à destruição, à sexualidade indomada ou ao poder da natureza passaram a ser reinterpretadas, suavizadas ou parcialmente transformadas em figuras mais domesticadas, frequentemente ligadas à maternidade, à proteção do lar ou à fertilidade controlada (EISLER, 1987; CAMPBELL, 1964). Este fenómeno pode ser observado em diferentes contextos mitológicos, sugerindo a presença de uma dinâmica cultural mais ampla de reorganização simbólica do feminino.
Este artigo propõe explorar esse processo, aqui designado como “domesticação da Deusa”, entendido como a transformação cultural e simbólica de figuras femininas divinas originalmente poderosas, ambivalentes ou destrutivas em formas mais controladas e socialmente aceitáveis. Tal processo pode ser compreendido não apenas como uma mudança religiosa ou mitológica, mas também como uma expressão simbólica da relação histórica das sociedades com o feminino e com os aspectos instintivos da psique. Como exemplo, será utilizada a relação entre as deusas egípcias Sekhmet e Bastet, cuja evolução simbólica ilustra de forma particularmente clara a passagem de uma figura leonina associada à destruição e ao poder solar para uma divindade progressivamente vinculada à domesticação, à proteção do lar e à imagem do gato doméstico (WILKINSON, 2003). Serão também referidas outras figuras mitológicas que exemplificam este processo de domesticação, como a deusa Kali, cuja iconografia e mitologia mantêm explicitamente os aspectos destrutivos e regeneradores do feminino divino, mas a sua interpretação foi sendo alterado ao longo do tempo (KINSLEY, 1986).
Deste modo, o presente artigo procura investigar em que medida a domesticação simbólica das deusas pode refletir processos mais amplos de repressão do feminino na história cultural e quais as possíveis consequências dessa dinâmica para a psique feminina contemporânea. Ao examinar os mitos e as transformações das figuras divinas, pretende-se contribuir para uma compreensão mais profunda da relação entre cultura, simbolismo e vida psíquica, bem como para a reflexão sobre a necessidade de reintegrar as dimensões sombrias e poderosas do feminino no processo de individuação.
Imagens do feminino
A evolução das representações mitológicas do feminino ao longo da história revela transformações significativas na forma como diferentes culturas se relacionaram com o poder simbólico e psíquico associado ao feminino. Ao longo do tempo, observa-se um processo de reinterpretação e reconfiguração simbólica dessas figuras, no qual certos aspectos do feminino, particularmente aqueles ligados ao poder, à sexualidade, à agressividade ou à destruição, passam a ser progressivamente atenuados ou marginalizados ou ainda reinterpretadas dentro de sistemas simbólicos que privilegiavam figuras masculinas de autoridade divina.
Este processo tem sido interpretado por vários autores como parte de mudanças culturais profundas associadas à consolidação de estruturas sociais mais hierárquicas e patriarcais. Embora a noção de uma transição linear entre sociedades matrifocais e patriarcais seja objeto de debate entre historiadores e antropólogos, muitos investigadores reconhecem que houve transformações importantes na organização simbólica do feminino nas tradições religiosas e mitológicas do mundo antigo (GIMBUTAS, 1991; EISLER, 1987; CAMPBELL, 1964). Neste sentido, Campbell argumenta que as deusas perderam a sua autonomia cósmica para se tornarem figuras subordinadas. Ele descreve como a Grande Mãe, que antes regia a vida, a morte e o renascimento de forma absoluta, foi fragmentada e "domesticada" em papéis específicos (CAMPBELL, 1987). Como consequência, muitos mitos foram reinterpretados ao longo do tempo de modo a refletir novas estruturas sociais e ideológicas (EISLER, 1987).
Do ponto de vista da psicologia analítica, essas transformações podem ser compreendidas como expressões culturais de mudanças na relação da consciência coletiva com determinados conteúdos arquetípicos. Como observa Jung, os arquétipos manifestam-se de formas diferentes conforme os contextos históricos e culturais, sendo continuamente reinterpretados nas imagens simbólicas produzidas pelas sociedades humanas (JUNG, 2014).
O arquétipo representa essencialmente um conteúdo inconsciente, o qual se modifica através de sua conscientização e percepção, assumindo matizes que variam de acorodo com a consciência individual na qual se manifesta (JUNG, 2014, §6. Pg. 14).
Assim, as alterações nas representações das deusas podem refletir processos mais amplos de reorganização psíquica, quando dimensões instintivas, agressivas ou destrutivas do feminino são culturalmente negadas ou reprimidas, elas tendem a deslocar-se para a esfera da sombra, no inconsciente individual e coletivo, continuando a exercer influência indireta sobre a vida psíquica (JUNG, 2013).
Dentro dessa perspectiva, pode-se falar de um processo simbólico de domesticação do feminino, entendido como a gradual transformação de figuras divinas femininas originalmente associadas a forças naturais indomadas em representações mais controladas e socialmente aceites. Esta domesticação não implica necessariamente o desaparecimento dessas deusas, mas frequentemente envolve uma redefinição de suas funções e atributos. Em muitos casos, aspectos como a capacidade destrutiva, a independência ou o caráter selvagem, passam a ser minimizados, enquanto atributos relacionados à maternidade, à fertilidade regulada ou à proteção doméstica são enfatizados. Outro mecanismo observado nas mitologias de forma simbólica, é o poder destrutivo de uma deusa ser transferido para uma divindade masculina ou reinterpretado como ameaça ou desordem. Por exemplo, o caso de Apolo e Piton: em Delfos, antes de pertencer a Apolo, o santuário pertencia à Terra (Gaia) e era guardado por uma serpente (Piton). Apolo mata a serpente e toma o oráculo para si, levando a que o poder da profecia e a ligação visceral com as profundezas da terra passem a ser reinterpretados, com a antiga sabedoria ctónica da terra, a ser vista como desordem e perigo, enquanto a luz de Apolo representa a razão e a lei (CAMPBELL, 1964). Em outros casos, a própria deusa é transformada numa figura mais benevolente ou domesticada, cuja função principal passa a estar ligada à proteção do lar, à maternidade ou à fertilidade agrícola. Como o exemplo da deusa egípcia Ísis. Originalmente, Ísis era uma força cósmica absoluta, que detinha o segredo do nome de Rá (o poder sobre o sol) e possuía uma natureza tanto criadora quando temível. No entanto, à medida que a mitologia egípcia se integrou no mundo greco-romano, e mais tarde influenciou o imaginário Cristão, a sua imagem foi filtrada. De rainha mágica e soberana, ela passou a ser celebrada principalmente como a esposa dedicada de Osíris e a mãe protetora de Hórus (CAMPBELL, 1964).
A domesticação simbólica do feminino pode assim ser interpretada, do ponto de vista psíquico, como uma tentativa cultural de regular ou conter aspectos instintivos da psique humana associados ao arquétipo da Grande Mãe. Conforme argumenta Erich Neumann, as dimensões devoradoras, caóticas ou destrutivas do feminino arquetípico representam forças profundas do inconsciente que podem ser experimentadas como ameaçadoras pela consciência (NEUMANN, 2021). A transformação dessas imagens em formas mais controladas pode refletir um esforço coletivo para integrar ou neutralizar tais forças dentro de sistemas simbólicos mais controlados.
A análise das transformações históricas das deusas permite, portanto, explorar a complexa relação entre cultura, simbolismo e estrutura psíquica. Ao examinar como certas figuras divinas foram reinterpretadas ao longo do tempo, torna-se possível compreender de que modo as sociedades moldaram simbolicamente o feminino e quais aspectos do arquétipo foram privilegiados, marginalizados ou reprimidos. É neste contexto que o estudo de casos específicos, como o das deusas egípcias Sekhmet e Bastet, para além dos já referidos acima, se revela particularmente elucidativo. A evolução simbólica dessas duas divindades oferece um exemplo significativo de como uma figura associada ao poder destrutivo e solar pode ser progressivamente reinterpretada em termos mais domesticados, refletindo mudanças mais amplas na organização simbólica do feminino.
Sekhmet e Bastet
Na religião egípcia, Sekhmet era venerada como uma poderosa deusa solar associada à guerra, à destruição e às forças purificadoras do fogo. Frequentemente representada com cabeça de leoa e corpo de mulher, Sekhmet encarnava a energia devastadora do sol em seu aspecto mais ardente. Seu nome pode ser traduzido como “a poderosa” ou “aquela que é forte”, refletindo o caráter temível dessa divindade. Nos textos religiosos, Sekhmet aparece como instrumento da justiça divina, capaz de destruir os inimigos da ordem cósmica estabelecida pelo deus solar (WILKINSON, 2003; GIESTA, 2019).
Um dos mitos mais conhecidos associados a Sekhmet é o relato da destruição da humanidade, encontrado no chamado Livro da Vaca Celestial. Segundo essa narrativa, o deus solar Rá envia Sekhmet para punir a humanidade rebelde. A deusa, tomada por uma fúria devastadora, inicia um massacre tão intenso que ameaça exterminar toda a humanidade. Para conter sua destruição, os deuses recorrem a um estratagema: fazem espalhar sobre a terra grandes quantidades de cerveja tingida de vermelho, que Sekhmet confunde com sangue. Ao beber o líquido, a deusa embriaga-se e adormece, interrompendo assim a carnificina (PINCH, 2002). Do ponto de vista simbólico, Sekhmet não é apenas uma divindade destrutiva, mas também uma força necessária à restauração da ordem cósmica, desempenhando simultaneamente funções destrutivas e protetoras, sendo invocada tanto em contextos militares quanto em rituais de cura e proteção (WILKINSON, 2003). A sua violência representa o poder purificador do divino que elimina o caos e a desordem. A imagem da leoa é particularmente significativa nesse contexto. Na simbologia egípcia, a leoa representava a potência selvagem da natureza, associada à agressividade, à força vital e à proteção territorial. A associação entre o feminino divino e a figura da leoa expressa, portanto, uma dimensão do arquétipo feminino profundamente ligada à energia instintiva e ao poder indomado.
No entanto, dentro da própria tradição egípcia observa-se uma transformação gradual na representação desse princípio leonino através da figura de Bastet. Embora originalmente também associada à imagem da leoa, a deusa Bastet passa progressivamente a ser representada como uma deusa com cabeça de gato doméstico, vinculada à proteção do lar, à fertilidade, à maternidade e à alegria. Essa mudança iconográfica reflete transformações importantes no significado simbólico da divindade (PINCH, 2002).
Ao contrário da ferocidade solar de Sekhmet, Bastet assume características mais suaves e protetoras. Nos períodos posteriores da religião egípcia, Bastet torna-se uma divindade popular associada à vida doméstica, à música, à dança e à proteção da família. Os gatos domésticos, animais sagrados ligados ao seu culto, eram amplamente venerados e frequentemente mumificados como oferendas votivas (GIESTA, 2019, WILKINSON, 2003).
Do ponto de vista mitológico, Sekhmet e Bastet não são necessariamente figuras totalmente distintas, mas podem ser compreendidas como diferentes manifestações de um mesmo princípio divino. Em algumas tradições religiosas egípcias, Bastet é considerada uma forma mais benevolente ou pacificada da energia leonina representada por Sekhmet (GIESTA, 2019). Assim, as duas deusas podem ser interpretadas como expressões complementares de uma mesma potência feminina que assume formas diferentes conforme o contexto simbólico.
Sob a perspectiva da psicologia analítica, essa relação pode ser compreendida como uma diferenciação simbólica dentro da dualidade do arquétipo do feminino. A energia instintiva e destrutiva associada à leoa, representada por Sekhmet, corresponde a uma dimensão poderosa do feminino arquetípico que inclui agressividade, autonomia e capacidade transformadora. A figura de Bastet, por sua vez, representa uma forma mais integrada ou socialmente aceite dessa energia, associada à proteção e à vida comunitária. Enquanto a leoa representa a potência indomada da natureza, o gato doméstico simboliza uma forma de energia que foi integrada ao espaço humano e social. Esta passagem constitui uma imagem particularmente sugestiva do processo de domesticação cultural do feminino. Em termos psíquicos, essa transformação pode refletir uma tendência cultural a privilegiar representações do feminino que enfatizam o cuidado, a proteção e a domesticidade, enquanto aspectos mais agressivos ou destrutivos do feminino são progressivamente marginalizados ou reinterpretados. A energia representada por Sekhmet não desaparece, mas passa a ser parcialmente deslocada ou transformada dentro do sistema simbólico.
Assim, o par mitológico formado por Sekhmet e Bastet oferece um exemplo particularmente eloquente de como diferentes dimensões do arquétipo feminino podem ser reorganizadas ao longo da história cultural. O facto de tal fenómeno ser observado através de várias culturas, mostra como o processo psíquico latente era generalizado.
Na mitologia hindu, a deusa Kali, embora mantendo a sua iconografia intacta através dos tempos, foi a interpretação dessa mesma iconografia que foi mudando, para uma mais socialmente aceite. Nos textos tântricos e nas tradições devocionais mais antigas, Kali é frequentemente descrita como a manifestação radical do poder divino feminino (Shakti), representando simultaneamente destruição, libertação e transformação espiritual. A sua aparência aterradora simboliza a dissolução das ilusões do ego e a realidade inevitável da morte e da impermanência. Nesse contexto religioso, os elementos macabros de sua iconografia, como as cabeças decepadas e o sangue, não são entendidos apenas como violência literal, mas como representações da destruição das limitações da consciência individual e do retorno ao absoluto (KINSLEY, 1986; MCDERMOTT & KRIPAL, 2003). No entanto, ao longo do período colonial e pós-colonial na Índia, especialmente a partir do século XIX, observa-se uma tendência crescente a reinterpretar Kali de maneira mais simbólica, filosófica ou maternal com o significado da sua iconografia a tornar-se progressivamente mais compatível com sensibilidades religiosas e sociais que privilegiavam uma visão do feminino divino como maternal, protetor e espiritualmente elevado (MCDERMOTT & KRIPAL, 2003).
Este fenómeno revela uma dinâmica distinta, mas relacionada, ao processo de domesticação simbólica observado em outras tradições mitológicas. No caso de Kali, a domesticação não ocorreu através de uma transformação iconográfica, como no caso da passagem da leoa para o gato doméstico observada na relação entre Sekhmet e Bastet , mas sim através de uma reinterpretação simbólica da mesma imagem.
Considerações finais
A análise das transformações simbólicas de figuras divinas femininas em diferentes tradições mitológicas sugere que a domesticação da Deusa não é apenas um fenómeno religioso ou cultural, mas também um processo com implicações profundas para a vida psíquica feminina. Quando imagens arquetípicas que originalmente expressavam a totalidade e a ambivalência do feminino, incluindo sua dimensão destrutiva, instintiva e transformadora, são progressivamente suavizadas ou reinterpretadas de forma a enfatizar apenas aspectos maternais, protetores ou domesticados, ocorre uma restrição simbólica do campo de possibilidades através do qual o feminino pode ser representado e vivido na cultura.
Para a psique feminina, essa fragmentação pode traduzir-se em dificuldades na integração de certos aspectos da própria experiência emocional e instintiva. Sentimentos de raiva, impulsos de afirmação de poder ou desejos de ruptura e transformação podem ser vividos como incompatíveis com as imagens culturalmente valorizadas do feminino, frequentemente associadas à docilidade, ao cuidado e à contenção emocional. Nessas circunstâncias, tais conteúdos tendem a ser reprimidos, projetados ou experimentados de forma conflituosa, dificultando sua integração no processo de desenvolvimento psicológico.
Nesse sentido, a revalorização das deusas antigas, incluindo aquelas que preservam aspectos sombrios ou ambivalentes do feminino, pode ser entendido como parte de um movimento psiquicamente e culturalmente importante. Ao revisitar essas imagens mitológicas em sua complexidade original, torna-se possível reabrir espaços simbólicos para que a mulher de hoje em dia possa integrar e aceitar dimensões do feminino que foram historicamente reprimidas, recuperando a liberdade de se expressar em todas as suas facetas.
REFERÊNCIAS
CAMPBELL, Joseph. The Masks of God: Occidental Mythology. New York: Viking Press, 1964.
EISLER, R.. The Chalice and the Blade: Our History, Our Future. San Francisco: Harper & Row, 1987
GIESTA, Eugénio José Castro. Bastet e Sekhmet: aspectos de natureza dual. Tese de Mestrado, Faculdade de Letras Universidade de Lisboa. 2019.
GIMBUTAS, Marija. The Civilization of the Goddess: The World of Old Europe. Harper San Francisco, 1991.
JUNG, Carl Gustav. Aion: estudo sobre o simbolismo do si-mesmo. 10. Ed. Petrópolis, Vozes, 2013.
JUNG, Carl Gustav. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. 11.Ed. Petrópolis, Vozes, 2014.
Kinsley, D. (1986). Hindu Goddesses: Visions of the Divine Feminine in the Hindu Religious Tradition. Berkeley: University of California Press.
NEUMANN, Erich. A Grande Mãe. Um estudo Histórico sobre os Arquétipos, os Simbolismos e as Manifestações Femininas do Inconsciente. 2. Ed. São Paulo: Editora Pensamento – Cultrix, 2021.
WILKINSON, Richard H. The Complete Gods and Goddesses of Ancient Egypt. London: Thames & Hudson, 2003
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[1] Doutora em Biologia, Especialista em Psicologia Analítica
Analista em Formação pelo CEJAA

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